Baú de Memórias #8 – Travessia, entre uma multinacional e outra

Na última crônica profissional contei sobre minha passagem na Coca Cola. Terminei levando algo que sempre te leva pra frente: um pé na bunda. Segue a história:

“Demitido da Vonpar/Coca-Cola, prestes a ser pai pela primeira vez, mudança para a nova casa, um apartamento financiado, contas a pagar… a vida testando a minha força, resiliência, persistência e vontade. Tinha jeito senão recomeçar? Eis aí meu primeiro contato com a área jornalística de fato, quando vi um anúncio no jornal local. Precisa-se de assessores comerciais, nome bonito para vendedores. Jornal Indústria e Comércio iniciava atividades na cidade.

Comecei lá em dezembro de 1994, pouco mais de um mês após sair da Vonpar/Coca Cola. Salário mínimo e comissões, e para ser um nobre membro da equipe, teria que usar roupa social, gravata, etc. Nunca foi meu forte… O produto era venda de assinaturas do jornal voltado ao comércio e indústria. Saia todos os dias pelas ruas, a pé ou de ônibus, visitando estabelecimentos interessados. A ideia era boa, o time bom, e o jornalista responsável era o amigo Júlio Franco. Mas vender assinaturas, francamente, não era simples, nem com bonificações. O cara das vendas era o Franco, grande figura que depois se tornou o cara comercial no ramo de fretes.

Era verão brabo, e eu suava em bicas engravatado. Nesta fase conheci um dos grandes amigos que tive na vida, o Júlio Marim. Tinha acabado de assumir o apartamento novo, em um condomínio de 14 blocos se não me engano. Ele também morava lá em bloco vizinho. Um dia, eu parado no ponto de ônibus na rua em frente, eis que para um carro, e o motorista abre a janela. “Quer carona? Vai pra onde?”. Era ele, Júlio. Respondi que iria para o centro, e ele disse que me levava, estava indo para lá também. Meio desconfiado, entrei. Ele era representante comercial de papelão, e gostava do que fazia. Nascia ali uma grande amizade – hoje distante – que teve um marco. Um acidente de carro logo neste mesmo dia. Batemos atrás de outro carro. Esquecer como!

Apesar da amizade, e de alguns convites dele ao longo dos anos, nunca vendi papelão, caixas para embalagens, com ele. E ele prosperou muito, junto com sua esposa Maria Teresa. Adorava um churrasco, cerveja, festa, futebol. Tiveram uma filha linda, Maria Estela, que faleceu tragicamente depois. Depois o casal adotou um menino e a vida seguiu. Vamos voltar né, à minha história. Mas com isso quero dizer que amizades são fundamentais em nossas vidas. Prestar atenção nisso é importante. Inaugurei o ano de 1995 com um grande presente, o nascimento de meu primeiro filho, o Gabriel. Ele já vivia em meus sonhos, eu o via claramente brincando comigo, na cama, jogando bola. Tempos depois viveríamos exatamente estes momentos. Quem explica?

Ele nasceu em fevereiro, e em março deixei o emprego no jornal para vender publicidade na tv, então RBS TV. Recebi uma dica de amigo que teve o meu apoio em eventos de publicidade com a marca Coca-Cola, e fui ser vendedor de publicidade com o famoso Orlando, o cara de vendas da TV. Ganhei apoio e um rápido treinamento, e uma lista com alguns clientes potenciais. Em um deles vendi minha primeira propaganda, e a comissão era legal. Não havia salário fixo. Aquela grana salvou o início da vida como pai de família. Mas durou pouco, porque logo apareceria outra chance.

Outro anúncio me chamava a atenção: a Pepsi Cola voltava a operar no Brasil agora através de uma empresa argentina chamada Baesa – Buenos Aires Embotelladora, e o nome comercial aqui era o internacional, Pepsi Cola Engarrafadora. Fila imensa em hotel novamente, fichas preenchidas, e logo depois fui entrevistado por um gaúcho, o Mário Schenk, que seria o responsável pela região. O diretor geral em Santa Catarina era o Douglas (não lembro o sobrenome), falastrão, animado. Fui contratado imediatamente, a experiência na concorrente Coca Cola foi fundamental. Comecei o trabalho no mesmo dia em que o primeiro shopping de Joinville, o Mueller, iniciava atividades em maio de 1995. Outra experiência sensacional que marcou minha carreira e reflete em minhas habilidades até hoje, pois permitiu que eu mergulhasse em outro universo de comunicação, vendas, marketing e operação logística diferenciada.

Pude trabalhar em outras cidades novamente como Blumenau, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, ajudando a implantação de novas unidades, rotas de vendas e entrega, treinamento de vendedores, abertura de praças e reconquista de clientes e grandes clientes do ramo supermercadista como Angeloni, Big, Giassi, Americanas, e muitos outros nos três estados do sul. Foi a melhor empresa em que trabalhei até hoje em termos salariais, benefícios, e valorização pessoal. Tenho muito para contar, após esta travessia, e a novidade de ser pai pela primeira vez. Conto mais na próxima!

Por Salvador Neto

Qual o seu conteúdo?

Neste mundo digital, até o que é conteúdo muda rápido!

Neste mundo digital, até o que é conteúdo muda rápido!

Não é novidade para ninguém no mundo, principalmente do corporativo, de que a internet mudou e vai mudar ainda muito mais a vida, os negócios, a comunicação entre pessoas e negócios, as relações empresariais e interpessoais como um todo. A pergunta que fica é: qual o conteúdo que você oferece, ou ainda vai oferecer?

Quando falamos de conteúdo, invocamos a necessidade de pessoalmente a pessoa saber quem ela é, qual seu melhor talento, como ela se expressa e se vende ao mercado, ao mundo, entre outras coisas. Quando citamos conteúdo, também se trata de verificar no mundo corporativo se a empresa já se posiciona estrategicamente neste cenário midiático novo, no qual o seu cliente não é mais um mero recebedor de informações, promoções e coisas do gênero!

Conteúdo também pode ser analisado aqui sobre o aspecto do que sua empresa, ou você mesmo, está disponibilizando em seus sites, blogs, redes sociais. Que temas aborda, com que profundidade, qual o interesse público, ou do público? Quais formatos utiliza para que sua mensagem alcance o objetivo proposto. Aliás, você tem algum planejamento estratégico sobre tudo isso?

O fato é amigos e amigas, que neste mundo que muda a cada minuto, o conteúdo deixou de ser apenas o que você publica, com que texto, foto ou periodicidade. Mais que isso, conteúdo é a qualidade, o formato, e fundamentalmente, que o que divulgar ou vendes tenha efetivamente verdade e compromisso. Pense nisso!

* Salvador Neto é jornalista, empreendedor, coach em comunicação, marketing, liderança e carreira. Enfrentou muitas barras pesadas na vida até aqui, e continua enfrentando. Se vendendo como é. 

O importante é saber se vender…

Não seja o que o "mercado quer", e sim quem você é de fato

Não seja o que o “mercado quer”, e sim quem você é de fato

Não, não é nada disso que você pode estar pensando não… Nada a ver com as falcatruas e roubos em Brasília e país afora, mas tudo a ver com a sua carreira, seu sucesso, seu futuro e bem estar. Saber se vender, ou melhor, venda-se, deveria ser matéria obrigatória desde que o ser humano se entende como gente.

Como sempre disse em minha já longa carreira, em palestras, treinamentos e eventos, o problema do mundo está na comunicação. Nos comunicamos mal, ou então comunicamos mal e mentirosamente, o que acarreta danos imensuráveis à vida de milhares de pessoas em guerras idiotas, ou à sua carreira. Tudo gira em torno da comunicação, pense nisso.

Vamos ao ponto. Além da comunicação – é sabido que a timidez, o medo de falar em público, de expor ideias, dificulta muito a vida desde a escola, em família, no mundo do trabalho não é? – a necessidade de se “transformar” em alguém que o mercado, a família, o cargo, etc, etc, aceitem são inibidores do real sucesso que é estar bem consigo mesmo. Desestressado. Sendo você mesmo, e sendo aceito.

Defendo sempre que cada ser humano seja ensinado a se valorizar. Conhecer-se muito bem a si mesmo, com seus defeitos, virtudes, talentos, saber o que tem de melhor e de pior. Com base nisso, compreender que sua formação profissional deve seguir esse diagnóstico de vida, de si mesmo. Tenha a certeza, sua vida será mais leve. Sem máscaras profissionais, familiares. Você sendo você, e se colocando no mundo nas áreas em que seja bem vindo, requerido, e ao final, respeitado.

Ao se conhecer profundamente, o ser humano saberá se vender melhor, e terá extrema segurança de se mostrar para os cargos que quiser. Terá mais facilidade em encarar seus medos, e sentirá poder suficiente para conquistar seu espaço. Nada é pior que se vender como aquilo que não é, ou que tal vaga ou nicho precise, sem que você tenha aptidões, conheça, goste ou seja preparado para tal. A vida lhe cobrará isso, principalmente em sua saúde.

Venda-se como você é. Conheça-se muito bem a si próprio. Capacite-se no que desejar fazer e sentir-se feliz em fazer. Assim, contribuirá para a sua vida ser a melhor possível, será feliz, e certamente, dará ótimos resultados às empresas, oportunidades de trabalho e renda, e até para a sua família e relações afetivas. Pense nisso!

* Salvador Neto é jornalista, empreendedor, coach em comunicação, marketing, liderança e carreira. Enfrentou muitas barras pesadas na vida até aqui, e continua enfrentando. Se vendendo como é. 

A carreira vai mal, quer mudar? O coaching de carreira pode ajudar muito

SalvadorNeto-Comunicacao-o-que-e-coaching-e-o-que-ele-pode-fazer-por-sua-carreiraO Coaching de carreira é a profissão que tem como principal objetivo auxiliar pessoas que estão no processo de mudança em suas carreiras. Um coach ajuda profissionais a identificarem com clareza o que almejam no mercado de trabalho e, através disso, criam e desenvolvem estratégicas para chegar as mesas.

O Coaching é indicado para profissionais que desejam um redirecionamento em suas carreiras, alinhando vida profissional e pessoal, equilibrando-as de acordo com suas prioridades.

O coach pode trabalhar com pessoas físicas ou empresas, e tem sido de extrema importância no mercado de trabalho, sendo que em dois anos a procura por coachings cresceu cerca de 400%. Sua atuação ocorre através de encontros, onde o coachee irá expor seus problemas e suas preferências em sua vida profissional.

A cada sessão o cliente recebe um plano de metas, as quais deverão ser cumpridas até o próximo encontro. Cumpridas as metas, coach e coachee voltam a se encontrar e estabelecem quais serão as próximas metas, além de analisar o quanto o objetivo do profissional foi atingido.

Quando o coachee inicia um processo, ele deverá ter em mente quais os seus objetivos e suas preferências profissionais. Encontrar um rumo profissional, ascender na carreira, melhorar o relacionamento interpessoal e ter habilidades para liderar grandes equipes são as necessidades mais comuns de um profissional que inicia um processo de coaching.

Este processo é dividido em etapas, como já foi dito anteriormente, onde o profissional é auxiliado por um coach a desenvolver habilidades comportamentais e técnicas para atingir o resultado pretendido. O mesmo é levado a lidar com seus medos, o coachee passará a realizar atividades que antes julgava impossíveis.

Porém, o coaching se difere de técnicas da psicologia. Ele não lida com traumas ou problemas passados. Seu foco é solucionar o problema do profissional, sempre utilizando aprendizados anteriores para lidar com problemas futuros.

Com a grande competição do mercado de trabalho, o coaching de carreira tem se tornado essencial para muitos profissionais, oferecendo um apoio fundamental aos mesmos, auxiliando na forma de definir assertivamente suas metas e seus objetivos profissionais e, com isso, traçando estratégias para alcançar os objetivos traçados, em um curto espaço de tempo.

Fazer um coaching de carreira poderá auxiliar o profissional a definir claramente quais são as metas almejadas pelo mesmo. Sempre amparado por um coach, o coachee terá uma visão mais clara de quais obstáculos irá enfrentar, e saberá como lidar com os mesmos.

Também terá um fortalecimento da sua auto-estima e de sua confiança, adotando uma postura diferenciada com relação a liderança de equipes, com habilidades para se comunicar e tomar decisões. Por isso, o coaching de carreira tem se tornado essencial para muitos profissionais e empresas.

Nossa agência pode oferecer serviços de coaching de carreira com um dos profissionais mais reconhecidos e experientes do mercado, o jornalista e coach Salvador Neto. Sua larga e longa experiência em vários trabalhos, e na vida real, ajudou e ajuda vários profissionais a melhorarem suas carreiras.

Faça contato via imprensa@salvadorneto.com.br, ou ainda pelo fone (47) 88592204. O atendimento pode ser feito à distância por meio das ferramentas digitais.

Com informações do Guia da Carreira

Boas Ideias: Supermercado francês vende alimentos “deformados” com 30% de desconto!

SalvadorNetoComunicação-marketing-vendas-desperdício-alimentos-ideiasinovadorasNa luta contra o desperdício de alimentos, a Intermarchè, terceira maior rede de supermercados francesa, resolveu colocar às vendas os produtos rejeitados pelos produtores por má formação.

As frutas e legumes que eram jogadas fora pelos produtores passaram a ser compradas pelo supermercado e colocadas à venda com 30% de desconto, em uma área separada do mercado. Para rebater a rejeição imediata aos vegetais defeituosos, passaram a distribuir sopas e sucos feitos com esses produtos, para mostrar que eram tão bons quanto os bonitos e viçosos.

O resultado veio nos números. As lojas passaram a vender, em média, 1,2 toneladas de vegetais por dia e contaram com um aumento de 24% na circulação de clientes.

Do Ig Economia