Arquivar 19 de agosto de 2020

Baú de Memórias – Do balcão de bar à comunicação

No mês de julho passado resolvi postar uma foto. Amigos começaram a pegar no meu pé, a questionar em quê eu estaria pensando. Eis que deu um estalo nesta cabeça rarefeita de cabelos: porque não contar a minha trajetória profissional? Aproveitar que estou pensando mesmo… Comecei a escrever as histórias, crônicas das passagens profissionais no meu perfil do Facebook. As pessoas gostaram! E agora quero publicar aqui no site todas elas para depois transformar, quem sabe, em livro físico, ebook, para motivar muitas pessoas que se sentem diminuídas por seus trabalhos.

Creio que ao contar o que já fiz para chegar até aqui, e nem cheguei a algum lugar (rs), posso dar alento a quem perde a motivação quando não vê seus sonhos realizados no tempo em que deseja. Vamos então ao primeiro capítulo? Aqui inclusive ele está mais robusto que lá no Facebook, segue o fio:

No Bar do Zeny
Hoje eu sou um profissional sênior na Comunicação, Gestão Estratégica de Projetos, Planejamento, Assessoria de Imprensa, mas também já fui um aprendiz. O balcão de bar do seu Zeny, meu pai, aos 15 anos de vida, foi minha escola de relacionamento público, atendimento, organização, controle, produção – sim, fui um sorveteiro – onde pude dar o meu primeiro passo no mundo do trabalho. Eram tempos de crise econômica, poucos empregos para experientes, imagine para um novato como eu. Quando existiam, a disputa era grande. Perdi vários deles.

Escrevo isso para motivar a quem pensa que não tem experiência por conta dos trabalhos que exerceu. É um engano, pois é aí que está a sua história… Não diminua o que a vida te deu, um aprendizado para sempre. Faça uma retrospectiva da sua vida, uma espécie de linha do tempo, para se perceber, e perceber também o quanto tudo foi importante na sua formação pessoal e profissional. A sociedade nos cobra status, carreiras perfeitas. Isso não é relevante, relevante é o que você faz com o que a vida te ensina.

No Bar do Zeny não tinha frescura não porque eu era filho. Todos os dias eu ficava das 8 da manhã às 18 horas atendendo. Entre um cliente e outro de pinga, cigarros, cerveja, doces, jogo do bicho, recebia mercadorias, vendedores, mantinha as geladeiras cheias, balcão limpo, varria a calçada e passava pano de vez em quando. Afinal, limpeza é fundamental em lugar que vende comida, etc. Meu pai ensinava sobre estoque, como cuidar das coisas, fazer as misturas das bebidas (rabo de galo, mentruz, losna, alecrim, butiá).

Quanto voltava das aulas à noite, ainda ia para o segundo tempo: fabricar sorvetes e picolés. Até fazer os seis baldes que cabiam no pequeno freezer da época, trabalhava até às 2 horas da madrugada. No outro dia, a rotina voltava. Atendi de pinguços profissionais à empresários com o mesmo problema, alcoolismo. Conheci gente com histórias brilhantes, e tinha paciência e carinho com os mais velhos que contavam suas histórias de vida, engraçadas, tristes, aprendizados que guardei para a vida.

Hoje entendo a importância que foi este meu primeiro trabalho. Aprender a ouvir, prestar atenção no outro, ser organizado, produzir o melhor possível, ter carinho no que se faz, ser dedicado, ter empatia. Podem até não acreditar, mas foram cinco ou seis anos em que trabalhei muito, foi meu laboratório para a vida que viria depois e eu sequer imaginava como seria. Me pai nunca pagou meu INSS, não tinha salário fixo. Quando precisava, pedia e chorava uma graninha, rsrs, e ele chorando, me dava. Foi assim que comecei minha trajetória.

Faça a sua linha do tempo. Assim descobrirá com atenção o que aprendeu e o quanto foi importante. E para quem está começando, aproveite todas as oportunidades, boas e ruins, para aprender. Um dia entenderás porque deves fazer tudo com dedicação e amor.

Por Salvador Neto.

Livro de Salvador Neto é base do documentário “O Retrato” que circula pelo país

Há quase 20 anos, que serão completados no mês de outubro próximo, um homem inocente teve a sua imagem indevidamente associada ao de um estuprador que atacava mulheres em Joinville (SC), sempre se locomovendo pela cidade com uma bicicleta. O caso foi denominado como o do “Maníaco da Bicicleta” pela mídia e polícia. Na ânsia política da época por dar um final ao pânico que se instalou na maior cidade catarinense, Governo do Estado criou a Operação Norte Seguro, colocando dezenas de policiais na busca pelo criminoso. Nesta corrida pelos holofotes de paladino da justiça, a polícia civil errou feio ao usar a foto de Aluísio Plocharski para manipular e transformar em “retrato falado” do suspeito.

A partir daí o tal “retrato falado” foi parar nas mãos da imprensa e mídia em geral destruindo a vida de Aluísio e sua família, mãe Marli e pai Ludovico, além da irmã Áurea que já era casada e vivia em Guaramirim. Até no Fantástico da Rede Globo sua imagem foi parar. Esta triste história real virou o livro “Na Teia da Mídia – A história da família Plocharski no caso Maníaco da Bicicleta” publicado em 2011, de autoria do jornalista Salvador Neto, que escreveu a história e seus desdobramentos, e Marco Schettert, que fala sobre o dano moral no caso. Salvador Neto conheceu Marli Plocharski em 2001, e dali surgiu a vontade de contar o drama vivido pela família e apontar erros éticos e de atuação tanto da polícia quanto da mídia.

Desde que o livro foi lançado já foi base para novos estudos na comunicação e em faculdades de jornalismo no Brasil. Leonardo Kock, estudante de jornalismo no Bom Jesus/Ielusc, produziu um belo documentário baseado no livro Na Teia da Mídia, e deu o nome ao trabalho de “O Retrato”. Salvador Neto foi um dos entrevistados por Leonardo que hoje é repórter no jornal Vale do Itapocú em Jaraguá do Sul (SC) iniciando na carreira que é tão importante para a democracia, o estado democrático de direito e o direito à informação que a sociedade tem.

Bem produzido como trabalho acadêmico, “O Retrato” agora circula pelo país. Na semana passada foi objeto de reportagem do portal jornalístico “A Ponte” – www.ponte.org – focado em direitos humanos e segurança pública, e também no Yahoo onde o documentário também pode ser assistido em sua totalidade. Nos tempos que vivemos em que o jornalismo é atacado diariamente inclusive pelo presidente da República e seus seguidores, a democracia é ameaçada a todo instante não só no Brasil como no mundo, e movimentos fascistas buscam retomar o poder para instalar sua agenda autoritária, o jornalismo que informa e denuncia pode ajudar a barrar estes movimentos.

Trabalhos como “Na Teia da Mídia” tem o condão de ajudar no debate ético que deve prevalecer não só no trabalho dos jornalistas, na produção da mídia em geral, mas também na atuação do aparato policial do Estado, que precisa ter cuidados redobrados com a vida das pessoas. Importante também para motivar a estudantes de comunicação, direito, e agentes públicos de Estado para os cuidados que o seu trabalho tem para a vida das pessoas, para o bem e para o mal. Parabéns ao jornalista Leonardo Kock pelo belo documentário, que a sua carreira seja promissora e relevante para a sociedade.

Para a reportagem em A Ponte, clique aqui.

Para o vídeo no Yahoo, clique aqui.

Para adquirir o livro Na Teia da Mídia no formato E-book clique aqui.

E a comunicação pós-pandemia? Quais as tendências?

No final do ano passado e no início deste ano, diversas possíveis tendências para o mercado da comunicação foram especuladas. As principais delas eram: uso de chats privados para comunicação, ampliação do investimento em inteligência artificial, aumento da personalização da experiência, valorização da transparência de empresas, expansão da busca visual e criação de conteúdos em áudio.

No entanto, o mundo e o mercado da comunicação foram surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus, que mudou a maneira como as pessoas vivem, se relacionam e consomem. Além da transformação imediata na rotina da população, que se viu praticando o distanciamento social, a Covid-19 provocou impactos a longo prazo no comportamento das pessoas. Com esse cenário, as marcas, por exemplo, enfrentarão o desafio de entender essas mudanças e se reposicionar para um mundo pós-pandemia.

Para entender as novas tendências na comunicação, precisamos entender quais são os novos hábitos do consumidor. Na tentativa de justamente compreender estas transformações na organização da sociedade, a agência Mutato lançou, em maio deste ano, o estudo Novo Normal Pós-Covid-19, que destaca comportamentos de consumo em diferentes segmentos da vida após a pandemia.

O estudo aponta que, assim como acontece em qualquer crise global de saúde, os efeitos da Covid-19 teriam três estágios: Surto (marcado por esse período de quarentena, medidas de isolamento, crise no sistema de saúde e novos formatos de relações); Recuperação (contenção da pandemia e redução de casos, aliadas ao surgimento de novas formas de consumo e de responsabilidade social) e o Novo Normal (a retomada de novas rotinas com a ressocialização das pessoas). Atualmente, estamos passando pelo que seria o “novo normal” no Brasil, mesmo que contrariando os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas da área. 

A Mutato procurou avaliar as mudanças que devem surgir, em escala global, após a pandemia em diferentes áreas do comportamento humano e dos negócios, como Relacionamentos, Vida Social, Alimentos & Bebidas, Saúde Mental, Viagens, Economia, Mídia & Entretenimento, Trabalho, Saúde Física e outros. No campo da Mídia, por exemplo, o material aponta o crescimento de experiências digitais como festivais de música e eventos feitos via streaming.

Outras tendências passam pela recuperação da vida social e o aumento do desejo pelas conexões face-a-face, quebra da resistência com o ensino à distância, maior atenção à educação financeira, prevalência do comércio à distância e a melhora da logística de entrega, além da vontade das pessoas explorarem o mundo, especialmente em viagens mais curtas, e a adoção de novos produtos e roupas mais leves e confortáveis.

Muito se tem debatido sobre o que deve ser este “novo normal”, ou seja, a realidade em que viveremos após a pandemia e com o fim das práticas de distanciamento social. A expectativa de muitos aponta para um mundo no qual o consumo será mais consciente e, portanto, menor.  Apesar das muitas especulações, a única certeza que temos é que viveremos num mundo diferente do que conhecemos. Seja por consciência ou por questões práticas relacionadas às perdas financeiras e às incertezas econômicas, as pessoas terão de reavaliar sua relação com o consumo. Apresentado esse contexto, qual caminho a comunicação deve seguir? Como garantir que os recursos reduzidos de seus clientes sejam direcionados aos seus produtos e serviços? Como se mostrar essencial?

 A única forma de se manter relevante para o consumidor no “novo normal” é conhecê-lo profundamente: saber os seus gostos, entender quem influencia em sua rede de relacionamento, ter a sensibilidade de encontrar o melhor momento para posicionar uma oferta ou uma cobrança, ser perspicaz para identificar concorrentes – ainda que inusitados ou inesperados – e agir.

Anunciar é essencial

Por meio da comunicação, pode-se atuar na prioridade número um: não se afastar do consumidor. Marcas que se tornaram esquecidas durante a crise terão menos chances de retomarem seus lugares junto à preferência do consumidor quando tudo voltar ao normal. Um estudo recente da Kantar aponta que as marcas que investem mais durante as crises crescem até 5 vezes mais do que as outras.

Diante dos graves acontecimentos, mais que nunca se torna relevante a importância estratégica de uma comunicação que ajude a tornar sua empresa presente e perene, que evidencie do modo correto os valores, a missão e o posicionamento de marcas e corporações junto a seus públicos de interesse.

Investimento na mídia online 

Assim como empresas de mídia e pesquisa estão transformando eventos ao vivo em virtuais, o mesmo ocorre com os consumidores que estão se adaptando à digitalização de seus comportamentos. Alguns dados demográficos, como consumidores mais velhos, podem ter ficado desconfortáveis ​​com a compra de mantimentos ou outros produtos online, mas o coronavírus os forçou a ficar confortáveis. Quando entram na nova rotina e se acostumam com a facilidade de entrega à sua porta, esses compradores podem achar uma pressão ter de voltar ao varejo físico, afirmam os especialistas.

De acordo com estudo da SmartCommerce, plataforma de comércio eletrônico para marcas de produtos embalados, quase 40% dos atuais compradores online fizeram sua primeira compra em março. Além disso, mais médicos e outros prestadores de serviços da saúde oferecem consultas online como uma maneira de ver seus pacientes em situações não emergenciais. Os especialistas esperam que a telemedicina continue como uma tendência mesmo no pós-pandemia. Os consumidores também estão recorrendo ao banco digital para gerenciar suas finanças quando não podem visitar uma agência bancária. 

O isolamento social acelerou processos de digitalização para empresas e o público. Consumidores que não estavam acostumados a usar serviços digitais tiveram seu primeiro contato com o e-commerce para manter a segurança nas compras. No setor financeiro, os serviços digitais também precisaram avançar nesse período.

Neste sentido, a produção de conteúdo também tenderá à plataformas online.  O uso de veículos online será ainda mais acelerado daqui para frente. Para isso, haverá o investimento cada vez maior na criação de conteúdo para mídia online, principalmente podcasts. 

Humanização e personalização

A principal mudança no comportamento das marcas, no entanto, não terá relação com o consumo de mídia e sim na forma como as marcas se relacionam com as pessoas. O engajamento socioambiental e as estratégias de relacionamento das marcas com seus públicos seguirão como prioridade das corporações. Afinal, marcas que fazem a diferença para a sociedade e que são verdadeiramente úteis na vida das pessoas não são esquecidas.

A pandemia trouxe mais humanização. Segundo Rasquilha, as pessoas passaram a ajudar uns aos outros. E a família passou a ser o ponto mais importante na vida do cidadão. Depois, os amigos e conhecidos.

Além de “Share of Market” e “Share of Mind”, chegou a hora das empresas priorizarem o “Share of Heart” dos seus consumidores.

Relevância

Será necessário repensar a comunicação e ajustá-la para fazer frente aos enormes desafios que se impõem no mercado. Em uma crise desse tamanho, comunicar significa manter-se presente e mostrar-se como empresa socialmente relevante, responsável e idônea.

A Kantar apresentou um estudo que mostra que a população espera que as empresas sejam úteis na nova vida cotidiana e que elas informem quais estão sendo seus esforços para enfrentar a situação. Os brasileiros esperam que as marcas sirvam de exemplo e guiem a mudança, sejam práticas e realistas e ajudem consumidores no dia a dia e que, além disso, ataquem a crise e demonstrem que ela pode ser derrotada. Em sintonia com a gravidade da situação, e em um mercado altamente complexo e em queda, uma das principais tarefas parece ser demonstrar, de modo inequívoco, empatia e solidariedade com colaboradores, fornecedores e consumidores. Ignorar o momento vivido, insistir em mensagens promocionais convencionais ou mostrar-se insensível ao sofrimento e à sina dos menos privilegiados são atitudes que podem comprometer a reputação e colocar em risco o valor da marca. 

Posicionamento 

A crise vai passar, mas o dano causado pode ser irreversível. Não é  improvável que alguém da concorrência se mostre mais competente em sua comunicação e possa, eventualmente, abocanhar fatias de mercado de marcas consideradas como líderes, mas que não souberam se posicionar à altura do que o momento exige – nem muito menos fazê-lo de modo coerente, criativo e eficaz. Criar e manter marcas fortes por meio de uma identidade bem estruturada parece ser mesmo tão (ou mais) importante do que se preocupar unicamente com a solidez financeira da empresa. Nas regras das ultra competitivas disputas corporativas, tem mais valor aquela marca que atrair e fidelizar maiores fatias de público. Por isso, anunciar é necessário.

Marcas tradicionais têm vantagem

À medida que os consumidores mudam para adotar novos comportamentos e hábitos, eles se apegam às marcas em que confiam há muito tempo para passar com elas pela crise. A mudança de “inovador e moderno” para “testado e comprovado” foi descrita em uma recente chamada de analistas de pesquisa da Evercore, que disseram que será difícil o lançamento de novas marcas nesse ambiente.

Febre do ‘DIY’

Os consumidores estão usando seu tempo em casa para aprender novas habilidades, como assar, cozinhar e costurar (DIY, é a sigla inglesa para ‘do it yourself” o “faça você mesmo”), e essas habilidades provavelmente não desaparecerão quando o vírus desaparecer. As compras de fermento estão subindo rapidamente quando as pessoas recorrem ao pão como forma de alimentar suas famílias e reduzir a ansiedade através do ato terapêutico de amassar. 

O site popular de culinária e comércio eletrônico Food52 disse que o tráfego do site nos últimos meses está em pé de igualdade com a semana que antecedeu o Dia de Ação de Graças, a maior semana do ano. No início da pandemia, o Food52 se dedicou a mais conteúdos e receitas para apoiar sua comunidade agora em casa, de acordo com uma porta-voz. Sem surpresa, um dos principais artigos do site é sobre a escassez de fermento e contém dicas sobre como fazer fermento a partir do zero. As vendas em dólar de pequenos eletrodomésticos, como máquinas de fazer macarrão e espremedores, subiram 8% na semana que terminou em 14 de março, em comparação com o período do ano anterior, segundo a empresa de pesquisa NPD Group.

  • por Isabela Botelho do Mercadizar

Imprensa – Jamais deixe de falar com os jornalistas

Observando a cena brasileira dos últimos tempos, noto que muitas lideranças políticas, empresariais, religiosas, e outras, parecem ter desaprendido que os meios de comunicação são essenciais para seus negócios, propósitos, estratégia, e claro, para a comunicação que cria, lança, mantém, o derruba, marcas e nomes públicos.

Passaram a tomar como régua apenas as redes sociais. Engano grave. Redes Sociais são importantes na vida digital que vivemos, mas não tem a mesma credibilidade que jornais, sites de grandes veículos de comunicação, jornalistas, e todos com as suas próprias redes sociais. Quando um jornalista procura alguém para perguntar, entrevistas, tirar dúvidas, atenda-o. Há seis anos escrevi um artigo aqui sobre isso, e resolvi republicar para relembrar que o contato respeitoso, profissional e rápido com jornalistas é fundamental. Aí vai para quem desejar ler:

“Um dos erros mais sérios para empresas, personalidades empresariais, esportivas, ou organizações sociais e não governamentais é a falta de transparência de seus atos, a inexistência de atendimento profissional da sua comunicação, e com isso, a inabilidade em se relacionar com os jornalistas que buscam a informação necessária para suas pautas. Normalmente isso acontece nas crises diante de problemas que empresas e negócios enfrentam – ambientais, trabalhistas, fotos inadequadas, declarações impensadas, entre outros. Normalmente a visão distorcida é que a imprensa e mídia em geral só desejam falar de erros em busca de audiência. Engano fatal.

notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afetarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo.

A “arte” do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística. Quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia:

– Novidade: a notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas
– Proximidade: quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor
– Tamanho: tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público
– Relevância: notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público

Portanto, quando um jornalista procurar você, sua empresa, buscando esclarecimentos sobre determinado fato que aconteceu, ou que poderá acontecer (fontes fornecem ao jornalista os fatos mesmo que você tente encobrir), não deixe de atender. Jamais negue informação. Nunca mande somente uma nota fria, principalmente sem qualquer contato pessoal seu ou de sua assessoria de imprensa. Aliás, profissionalizar a gestão da comunicação dos seus negócios é uma estratégia inteligente e estratégica. Uma crise de imagem mal gerida pode atingir o coração dos seus negócios.

Por isso seguem algumas dicas importantes que a Salvador Neto Comunicação oferece e pratica com seus clientes:

– Quando um jornalista telefona ou envia uma mensagem eletrônica solicitando uma informação ou entrevista, analise o tema e veja qual o profissional ou dirigente mais adequado a responder sobre o assunto

– Após identificar qual o porta-voz ou fonte mais adequada e preparada para falar sobre o tema, compreender a ocorrência e debater sobre, retorne ao jornalista indicando ao jornalista as formas de contato (telefone, celular, horários)

– Jamais passe contatos do especialista à imprensa sem antes consultá-lo, pois você deve deixar o mesmo à par da situação e da ocorrência, e também oferecer ao jornalista alguém que  efetivamente possa dar informações sobre o assunto e disponível.

– Sempre atenda o jornalista com cordialidade, rapidez e melhor, pessoalmente. Em casos extremos, se convoca inclusive uma entrevista coletiva com quem estiver mais preparado sobre o tema”.

* Escrito pelo jornalista Salvador Neto há seis anos, profissional experiente na gestão da comunicação de inúmeras empresas, políticos e personalidades, especialista em gestão de crises de imagem e marketing digital, atua há mais de 30 anos na comunicação.

Boa Comunicação = Planejamento + Investimento – 5 dicas sobre

Muitos empresários e empreendedores incorrem no mesmo erro quando saem a campo para tornar seus negócios e produtos conhecidos. O senso comum de que todo mundo conhece de comunicação empurra a todos para perdas financeiras do seu investimento, e por vezes, arranhões irremediáveis na imagem construída, ou que ser quer fazer conhecida. A fórmula correta para atingir seus objetivos de comunicação, ou marketing, como preferir, está na fórmula do título deste artigo.

Em tempos de mudanças radicais na forma de se comunicar, os meios digitais crescem rapidamente como mídias para atingir seus públicos, é importante salientar algumas dicas para que você não jogue dinheiro fora, e mais, faça do seu investimento uma catapulta para o sucesso. Confira:

1 – Planeje, planeje, planeje: antes de colocar dinheiro em materiais gráficos, mídia eletrônica, digital, impressa, sente e planeje com seus líderes. Nada melhor que investir tempo e massa cinzenta nos seus objetivos, públicos que pretende atingir, metas, definir e saber quem e quais são seus concorrentes, entre outros temas importantíssimos. Com base nisso, você saberá mais sobre a sua empresa ou negócio, produto, e detalhes do público, mercado.

2 – Analise os cenários: no processo de planejamento você precisa também olhar para os cenários econômicos, governamentais, políticos, mercadológicos, avaliando todos os dados disponíveis, debatendo com sua equipe a realidade, não o que vocês pensam ou acreditam. Pragmatismo é fundamental nessa hora.

3 – Defina objetivos claros: observe todos os dados postos à mesa, e coloque seus objetivos gerais e específicos de forma direta e clara. Isso deve ser feito com base no que foi captado nos dois passos anteriores, haja vista que tudo deve ser sinérgico, sincronizado com as análises anteriores.

4 – Público alvo: o time também deverá decidir quais são efetivamente seus públicos-alvo, de acordo com os dados colhidos, e adaptados a cada serviço, produto da empresa. Afinal, cada um deles deve ser desejável a um grupo de pessoas, ou empresas. Se forem grandes ou médias empresas, um público. Se forem jovens, idosos, pessoas com deficiência, outros públicos completamente diferentes.

5 – Ações: com base nos públicos-alvo definidos, análises de cenários, objetivos, metas, concorrência, aí sim você poderá decidir o que fazer, como fazer, onde fazer, para quem fazer, de que forma fazer e quando fazer os investimentos em comunicação e marketing. Você se surpreenderá com o aparecimento de tantos canais disponíveis para comunicar. E investirá com muito mais garantia de retorno.

Jamais deixe que a pressa atropele o planejamento estratégico da comunicação. Jamais confie sua comunicação, planejamento e execução a inexperientes, estagiários, porque a forma amadora de fazer negócios leva a prejuízos consideráveis. Com base nesta peça, que deve ser feita de forma participativa com os setores da empresa e seus líderes, seus negócios atingirão os objetivos com uma relação custo-benefício boa e eficaz. Um dos serviços mais procurados pelos clientes da Salvador Neto Comunicação é o plano estratégico. E sabe por quê?

Porque é o caminho correto diante da encruzilhada que o empresário ou empreendedor encontra para viabilizar sua empresa ou produto. Nenhum vento ajuda se você não sabe para onde ir, já diz o velho ditado. Não se deixe levar por visitas de vendedores de mídias, mágicos da propaganda e publicidade. Antes, planeje, planeje, planeje, Avalie, planeje novamente. Você terá muito mais sucesso. Conte conosco!

  • Salvador Neto é jornalista, consultor em comunicação, especialista em planejamento da comunicação, diretor da Salvador Neto Comunicação. É editor do Blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br), é profissional com mais de 30 anos de atuação na comunicação em todos os setores econômicos nas áreas privada e pública.

O que a autocrítica de Felipe Neto nos ensina

Sou um daqueles que gosta, e há muito tempo, de assistir as entrevistas do Roda Viva, programa da TV Cultura que ultrapassa décadas na tv brasileira. Nesta segunda-feira (18) resolvi conhecer uma das personalidades da nova comunicação, o youtuber Felipe Neto. Motivo: seu recente ativismo crítico em relação à política, situação do país com a manutenção do ódio como ferramenta de manutenção do poder, e também do que ele faz na internet. Afinal, é um grande empresário no setor, milionário já aos 32 anos. Começou tudo aos 22.

Até 2016 Felipe era um alienado, segundo suas próprias palavras ao Roda Viva. Apesar de ser um empresário de sucesso absoluto, quase 40 milhões de seguidores, entre outros empreendimentos, foi “amadurecendo”. Em entrevista ao Estadão no ano passado ele explicou sua mudança.

“Eu cresci em um meio muito tradicional e reacionário. Quando comecei a gravar vídeos para a internet, era um menino de 21 anos ainda em processo de amadurecimento, o que me fez criar um personagem reclamão que falava muito palavrão e dizia alguns clichês idiotas e preconceituosos”. Dez anos se passaram e, quem me acompanhou durante esse tempo, sabe o quanto eu lutei para corrigir meus erros do passado. Espero que a minha história possa servir de inspiração para muitos jovens que também crescem cheios de preconceitos e reacionarismo dentro de si. É possível vencer”, afirmou.

O primeiro fato que me chamou a atenção foi o “mea culpa” de Felipe, a grandeza com que fez a autocrítica em relação ao que ele produziu, distribuiu e realizou anteriormente. Falou que atacou e ajudou a eleger o atual governo puramente por falta de entendimento, leitura, aprendizado. E que foi em busca do conhecimento, compreender o que se passava. Esta postura enobrece, porque errar é humano, mas você efetivamente não precisa ter compromisso eterno com o erro. Coragem de mudar e dizer porque, é respeito a si mesmo e ao seu público.

Outra atitude foi reconhecer erros em relação ao preconceito contra o público LGBT, mulheres e outros, ensinando inclusive a importância da empatia, se colocar no lugar do outro, ouvir, saber, entender quem ele é, porque vive da forma que escolheu. Esta lição que Felipe Neto deixou ao vivo no Roda Viva deve ser compreendida por seu público, antes certamente risonho aos programas que ele fazia, sem ter o compromisso em respeito as diversidades humanas. Isso acontece na vida, empresas, ruas, sempre.

O reconhecimento da sua força como influenciador e o seu dever diante do avanço do fascismo no Brasil. Questionado sobre posicionamentos políticos, etc, Felipe teceu uma frase exemplar. “Não se trata de falar de política, mas de defender a nossa liberdade”. Ou seja, assumir a liderança em momentos difíceis, com todas as consequências que vem da posição assumida. No caso dele, recebeu ameaças de morte a ele e sua mãe, familiares. E cobrou que mais pessoas com esta influência devem se manifestar neste momento histórico. Para liderar, é preciso coragem, e para decidir, é preciso sentimento e foco.

Sobre a comunicação falou tudo o que penso e defendo em meus trabalhos. É estratégica, faz parte do mundo desde que o mundo é mundo, e portanto, fundamental e essencial para a vida. Defendeu o trabalho da imprensa e denunciou a forma violenta, truculenta e até criminosa com que o Governo, o Presidente, seus filhos e seguidores tem atuado frente aos questionamentos e investigações as quais eles precisam responder.

Fiquei feliz em conhecer o Felipe Neto de hoje, um jovem que conseguiu amadurecer em pouco tempo, realinhar sua filosofia de vida, ensinar como é importante assumir erros e acertos, estabelecer posições claras, e ter a humildade de falar abertamente e compartilhar todas esta mudança com milhões de pessoas. Que a juventude brasileira possa aprender com ele o que fazer de suas vidas para além do entretenimento. Para que sejam líderes empáticos, leitores, participantes da vida política e social, descartando a tal meritocracia em favor de oferecer apoio a quem precisa evoluir, crescer e ser feliz.

  • Salvador Neto é um veterano da comunicação que aprendeu como autodidata a usar a tecnologia, até hoje, e antenado com o futuro do país e sua juventude. Agora, mais feliz em ver um jovem empreendedor e líder ser um norte de esperança.

Gestão de Imagem é coisa séria

Se há algo estrategicamente errado na gestão da imagem de empresas, personalidades, organizações, é “falar” aquilo que não se é. Exemplo: invocar que seu governo é transparente, altamente técnico e ser desmentido pela realidade dos fatos. Aliás, nada pior para a imagem pública que ser desconstruída pela realidade. É fatal para os negócios, para a política, para o marketing pretendido.

Um exemplo atual deste tipo de definição e gestão estratégica é o governo de SC, comandado por Carlos Moisés da Silva. Eleito na onda bolsonarista, chegou avisando que seu governo seria transparente, técnico, nova política, dizia. No meio do caminho esbarrou na realidade. Sem diálogo com parlamentares, criou várias crises políticas em menos de ano e meio do mandato. Eis que ainda chega a pandemia do coronavírus.

Moisés até foi bem de início. Encarou o empresariado, fechou tudo para garantir o isolamento social e reduzir o contágio, etc. Diariamente realizava, e realiza, um monólogo via internet. Ele fala, o povo só ouve. Coletivas de imprensa virtuais começaram a ter perguntas censuradas. Aos poucos foi cedendo as pressões por reabertura das atividades econômicas. Até que apareceram as licitações para a compra de EPIs para o combate ao Covid-19.

Matéria do The Intercept Brasil derrubou o pano que encobria negócios no minimo estranhos como um hospital de campanha que custaria R$ 76 milhões, compras com pagamento antecipado, e uma em especial de R$ 33 milhões para a compra de 200 respiradores, pagos antecipadamente e sem qualquer garantia cabal de recebimento dos equipamentos. Começou a faltar ar no Governo, dito técnico, transparente e novo.

Revoltado, o governador Carlos Moisés atacou a imprensa em evento virtual com empresários, solicitando claramente que eles usassem se poder econômico para dirigir o conteúdo do jornalismo que o desnudou. Aí a imagem ruiu por completo. Aonde se dizia novo, ficou mais arcaico e carcomido na tentativa de censura. Transparência, zero, quando não soube explicar porque, quem, como e para quê se pagou milhões por algo sem garantia sequer de recebimento. De técnico, ficou somente a palavra.

Portanto, fica a lição aos estrategistas de imagem: nunca vendam a imagem que se dissolve no ar ao primeiro vento ou tempestade. Prefira mostrar à sociedade o que é como ele realmente é. Se for sisudo, mostre-o como é. Caso seja duro no jeito de ser, é isso que as pessoas tem que ver. É ruim, seria melhor mostrar outra “cara”? Pode ser, mas prefira sempre ser realmente transparente, real, você nunca será pego nas curvas da vida ao ser confrontado com uma imagem inexistente. Até o próximo artigo!

  • Salvador Neto já segurou muitas crises de imagem, orientou muitas empresas, organizações e personalidades sobre sua imagem pública e real. Sabe bem o custo de uma comunicação sem base.

Salvador Neto agora estará em lives no Facebook e Instagram

Dono de um conteúdo relevante, provocador e com amplitude nos mais diversos campos como economia, política, cultura, comunicação, fruto da larga experiência profissional e pessoal, o jornalista Salvador Neto volta agora a compartilhar seu conhecimento e o conhecimento de outros personagens em lives que vão ao ar no Facebook e Instagram

A primeira delas foi realizada no seu perfil pessoal no Facebook e teve como tema “Jornalismo em tempos de pandemais”, onde ele abordou o momento de crise na saúde pública mundial, no Brasil, os impactos econômicos e sociais, incluindo aí explicações sobre o trabalho dos jornalistas, democracia, liberdade de imprensa, as pandemias das fake news e outros temas. É só o começo.

Salvador Neto manterá todas as segundas-feiras às 20 horas as lives no Facebook, e no Instagram deverá realizar as quintas-feiras também às 20 horas, neste início de trabalho. “Quero convidar pessoas que possam distribuir seu conhecimento solidariamente a outras pessoas, e nada melhor que as redes sociais para semear conhecimento”, destaca o Jornalista e CEO da Salvador Neto Comunicação.

A primeira live você pode acessar clicando neste link.

Governança da Comunicação – Cinco dicas para implantação

Há seis meses escrevi artigo aqui (clique e leia) sobre o método que criei para garantir a gestão transparente e sustentável de empresas, órgãos públicos, personalidades públicas, políticos e todos os segmentos, a Governança da Comunicação, a qual chamo de GovCom. Com a crise da pandemia da Covid-19 mais do que nunca as organizações precisam da sua GovCom específica, adequada aos seus processos.

Sim, não existe uma “camisa” única para todos usarem, e a partir daí tudo se resolver na comunicação. É preciso foco, atenção, envolvimento, desenvolvimento das suas regras específicas, e mais que isso, acompanhamento permanente na execução da sua política de comunicação. Para dar uma ideia do que seja a Governança da Comunicação que defendo, seguem algumas dicas:

  1. Definir a gestão da comunicação como estratégica
    Se a comunicação não for a prioridade da gestão, não existirá Governança da Comunicação que dê resultado. Comunicação não é apêndice de nada como vários gestores imaginam e praticam. Foco somente no produto, no processo, nas vendas sem comunicação que funcione de forma harmoniosa, transversal e objetiva, não é o caminho ideal.
  2. Liderança genuína e participativa
    Outro passo importante, a definição da pessoa que vai liderar o processo da Governança da Comunicação, seja para gerir uma assessoria interna ou consultoria externa. O perfil precisa ser agregador, que goste de envolver as pessoas nas soluções, motivador, e claro, compreenda e goste dos processos de comunicação. Esta definição é fundamental.
  3. Da Portaria ao topo
    A cultura da empresa, organização, liderança e outros já se vê da portaria, a primeira “olhada”. Portanto, se há disposição de implantar uma política de GovCom, há que se envolva a todos no processo. Por isso, da Portaria ao Topo, pois todos devem compreender o que vai acontecer, como, aonde, quando e porque. Se um elo for esquecido, a engrenagem comunicacional vai emperrar em algum ponto. Participação, total e irrestrita, do começo ao fim, sempre.
  4. Treinamento
    Nos tempos modernos e totalmente interligados em que vivemos online com a vida correndo na palma das mãos em celulares e seus apps, nem seria preciso dizer que investir em treinamento, desenvolvimento e capacitação de pessoas é regra básica para a vida longa de qualquer negócio. Há que se nivelar o “time” todo, da Portaria ao Topo, para a compreensão da profundidade da comunicação em nossas vidas, e claro, na organização onde trabalham. Sensibilizar o “time”, certo?
  5. Tomografia Total
    Como quando vamos a um médico para saber o que temos com as nossas dores, de onde elas vem, assim precisamos fazer também com as organizações. Talvez um dos passos mais importantes para se implementar a GovCom na organização seja o que chamo de “Tomografia Total”. Um diagnóstico profundo da operação, novamente, mas agora inversamente, do Topo à Portaria. Identificar o “sentimento” das pessoas, os processos de comunicação em todos os departamentos, setores. Verificar o “nível” ou falta de, comunicação. Daí sairão os passos para que a Governança da Comunicação vá para o papel, e depois, para a sua execução.

Estas são algumas dicas que deixo a quem deseja ter a maior taxa de sucesso possível em seus empreendimentos, atividades, empresas ou organizações. A Governança da Comunicação que criei visa não resolver todos os problemas, mas reduzir drasticamente os ruídos que produzem problemas e doenças que inviabilizam muitas vezes negócios prósperos.

A Salvador Neto Comunicação oferece com exclusividade o método “Governança da Comunicação” seja como assessoria (implantação executiva) ou consultoria com acompanhamento do início ao final do processo com a entrega do “software” exclusivo ao contratante. Lembre-se, os tempos pós-pandemia serão duros, é preciso ser ainda mais competente, organizado e objetivo para sobreviver e continuar a liderar.

* Salvador Neto é um médico da comunicação experiente. Já tratou muitas doenças em empresas, organizações, lideranças públicas, órgãos de estado. Quem seguiu as bulas, melhorou, quem não seguiu as recomendações segue com reações colaterais.

A “cutucada” da crise pandêmica

Por natureza nós seres humanos somos acomodados, principalmente a partir da segunda metade do Século XX, e mais ainda no atual. As tecnologias, as facilidades em comprar, estudar, pesquisar, assistir filmes, aulas, conversar com amigos, e muito mais atividades, ficaram fáceis, confortáveis. Nem sequer precisamos sair do lugar. Viramos sedentários demais da conta. Só saímos do conforto quando a coisa aperta, asfixia, nos empurra para as soluções necessárias.

Eis que não mais que de repente nos chega a Covid-19, conhecidíssimo por coronavírus, para a tristeza da marca de cerveja – ou seria alegria? – e nos dá aquela dolorida cutucada que não só nos acorda, nos derruba abismo abaixo sem termos tempo para pensar, ou mesmo buscar um “aplicativo” que nos proteja. Nossos hábitos estão à prova de tudo. Da higiene ao convívio social, da inatividade mental para a buscar urgente da criatividade. Mexer-se virou necessidade vital.

Já disse em outro artigo que o mundo em que vivemos até março passado não existe mais. A primeira vista, com o retorno às atividades laborais, de lazer, familiares, parecerão iguais. Mas nada mais será igual após o coronavirus. Acredite. Não se deixe largar no sofá com o celular na mão esquerda, e o controle remoto na mão direita. Será preciso mais que ser um “consumidor” das tecnologias. Será preciso criatividade ao cubo, e mais solidariedade e trabalho em grupo.

Vimos que somos frágeis, muito frágeis. E isso não somente na parte física e emocional – achávamos que éramos invencíveis e muito fortes. O isolamento mostrou o contrário – mas também na economia. Em poucos dias o pânico tomou conta dos “mercados”, do comércio, da indústria, da agricultura, da cultura, tudo e todos. Como viveremos? Como teremos o dinheiro para comprar, pagar contas, funcionários, manter clientes? Eis aí o desafio.

O que poderá nos diferenciar a partir de agora? Como vamos manter as operações com o custo que tínhamos, margens de lucros, atendimento? De que forma continuaremos a vender, produzir, divulgar, ganhar corações e mentes e manter as pessoas e clientes mais próximos? Até que preço vamos querer pagar ao continuar como éramos, ou mudar radicalmente para ocupar um espaço na vida pós-pandemia? Para quem gosta, os Ps do marketing terão que ser revistos à exaustão. A economia mudou e mudará mais, principalmente para os pequenos e médios empresários.

Para você que é trabalhador, profissional autônomo, empreendedor individual, artista, produtor, e tantas outras profissões, também mudará. Aproveite que o dia a dia de sua atividade exige mudanças quase sempre para se recriar mais uma vez. Busque novos produtos, mercados, reinvente sua forma de atendimento e presença junto a quem você presta serviços ou venda produtos. Mostre que você o respeita e está antenado com as lições do coronavírus.

Bom exercício de criatividade para todos nós. A corona-cutucada veio para isso, mudar tudo e todos. Vamos aprender?

* Salvador Neto é empreendedor e jornalista acostumado a ter que se reiventar há muitos anos. Vai começar de novo…